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Violência explode em abril na Região Metropolitana de Fortaleza com 60 pessoas assassinadas em 22 dias

Os índices de assassinatos “explodiram” em abril nos Municípios de Caucaia e Maranguape, na RMF

Uma onda de violência explodiu na Região Metropolitana de Fortaleza neste mês de abril. No período de 22 dias, nada menos, que 60 pessoas foram assassinadas em 12 Municípios do cinturão metropolitano da Capital cearense. É, até agora, a maior taxa do ano nas estatísticas dos Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs).

Somente no Município de Caucaia, 19 pessoas foram mortas neste mês. Em segundo lugar aparece na lista dos mais violentos o Município de Maranguape, com 10 homicídios em três semanas de abril, superando até mesmo a violência que é registrada mensalmente em Maracanaú, que registrou 8 casos.

Em Aquiraz foram sete pessoas assassinadas e outras quatro em São Gonçalo do Amarante. Outras três foram executadas no Município de Chorozinho. Em seguida, vêm os Municípios de Eusébio (2 casos), Pacatuba (2), Horizonte (2), Itaitinga (1), Pacajus (1) e Pindoretama (1). Guaiúba e Cascavel não registraram nenhum homicídio entre os dias 1º e 22.

A explosão dos homicídios nos Municípios que compõem a Região Metropolitana de Fortaleza contrasta com a redução seguida dos assassinatos na Capital. A explicação disso seria a migração dos criminosos de Fortaleza para as cidades metropolitanas, onde a guerra das facções pelo território da venda de drogas acontece sem interrupção.

Caucaia violenta

Com 19 mortos em 22 dias, Caucaia tem quase um assassinato a cada 24 horas. A guerra travada pelos criminosos pertencentes às facções Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE) está presente diariamente em várias comunidades e bairros daquele Município, especialmente na área que compreende o Distrito de Jurema e os conjuntos Nova Metrópole, Araturi, Metropolitano (Picuí), Padre Júlio Maria, São Miguel (no limite com Fortaleza), Parque Soledade e Parque Leblon, além de Capuã e Boqueirão.

Também em Maranguape, a disputa de território entre as facções tem deixado um rastro de sangue e mortes no Município outrora considerado um dos mais pacatos da Grande Fortaleza. Em 22 dias de abril, 10 pessoas foram assassinadas ali. Comunidades como o Alto do João Grande, Outra Banda e Amanari têm registrados constantes assassinatos nas últimas semanas.

Muitos dos crimes registrados ainda estão em completo mistério, já que são recorrentes os casos em que corpos são encontrados em locais ermos, como em matagais ou às margens de lagoas ou estradas vicinais. São casos também de “desovas” e, que as vítimas são mortas em outros locais e os cadáveres abandonados em locais desertos. A demora na localização dos corpos também dificulta sua identificação por conta do processo de decomposição, o que acarreta dificuldades a mais para a Perícia Forense.

Jornalista Fernando Ribeiro

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