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Traficante foragido de Manaus muda de cara e de nome, mas acaba preso no Ceará

O criminoso fez várias plásticas no rosto e usava identidade falsa, mas acabou preso

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Traficante foragido de Manaus muda de cara e de nome, mas acaba preso no Ceará

Policiais civis do Ceará capturaram no último fim de semana, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), mais um bandido foragido de outro estado. Desta vez, o criminoso preso era procurado pelas autoridades do Amazonas. Trata-se do traficante de drogas, homicida e chefe de facção, Lenon Oliveira do Carmo, 39 anos, preso no último sábado (17).

Para não ser descoberto, o suspeito, chegou até a passar por várias cirurgias plásticas no rosto e mudou completamente a aparência. No Ceará ele tinha uma vida luxuosa.

Um dos crimes mais violentos atribuídos ao suspeito,, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), foi o massacre que aconteceu, em janeiro de 2017, no Complexo Penitenciário Antônio Jobim (Compaj), localizado em Manaus. Na matança, 56 detentos foram brutalmente assassinados, sendo vários decapitados e/ou esquartejados.

Lenon foi descoberto pela Polícia Civil do Ceará em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O suspeito ostentava uma vida de luxo com a família. A captura dele, por exemplo, aconteceu enquanto o foragido visitava sua nova moradia, uma casa de alto padrão localizada a poucos metros da Praia do Icaraí.

Histórico criminal

Antes de ser capturado no Ceará, Lenon Oliveira já havia mudado de identidade, passando a se chamar Aylon Soares Cardoso. Ele estava foragido desde 2018, quando foi transferido do Sistema Prisional do estado amazonense para o presídio federal de segurança máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Ao retornar para o Amazonas, contudo, o foragido obteve da Justiça o direito à prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Após destruir o equipamento, ele fugiu do Estado. Conforme a SSP-AM, além de já ter sido preso por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e por crimes ambientais, Lenon Oliveira comandava, ainda, invasões de terras em Manaus. Em uma das empreitadas, um local foi invadido e, nele, foi criado um clube de lazer para traficantes, onde o foragido chegou a desviar o curso de um rio para ter um próprio balneário natural.

A Polícia daquele Estado suspeita que o clube serviria como uma espécie de “bunker”, onde os criminosos montariam estratégias para o planejamento de fugas de traficantes presos em regime fechado no sistema prisional.

Líder de milícia no Amazonas

De acordo com a SSP-AM, Lenon é apontado como autor de vários homicídios relacionados ao tráfico de drogas, que aconteceram em Manaus, respondendo a uma série de processos que, juntos, somam uma pena de mais de 60 anos de prisão em condenações, o foragido liderava uma milícia armada e comandava o tráfico de drogas em diversos bairros da capital amazonense. Ele fazia o transporte dos entorpecentes por meio das orlas fluviais da cidade.

Segundo ainda a Pasta, Lenon era integrante de uma facção criminosa que atuava no Amazonas, porém, há cerca de dois anos, mudou de grupo criminoso, passando a fazer parte de uma organização de origem do Rio de Janeiro, na qual ocupava um posto de comando.

O foragido era considerado uma espécie de executivo do presidiário Gelson Carnaúba, conhecido como “Mano G”, chefe do grupo criminoso oriundo do Rio de Janeiro.

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