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Policial se emociona ao falar do estado em que criança foi encontrada

O corpo da criança estava em um matagal, próximo à Estrada dos Macacos, em Pacatuba. “Não sei como uma mãe tem a capacidade de fazer isso com a própria filha”

O policial militar, tenente Agenor, que comandou as equipes de busca à menina Maria Esther Farias Campelo, se emocionou ao falar do estado em que a bebê foi encontrada.

O corpo da criança, de 1 ano e 10 meses, estava em um matagal, próximo à Estrada dos Macacos, em Pacatuba.“Tenho 32 anos de polícia e é muito emocionante a cena que vi. Não sei como uma mãe tem a capacidade de fazer isso com a própria filha. Uma situação constrangedora, e eu os considero monstros”, falou emocionado.

Segundo investigação, Maria Esther foi morta a pauladas pela mãe e pelo padastro dentro de casa, no bairro Canindezinho, em Fortaleza. O choro teria sido a motivação do crime.

“A perícia que pode falar melhor da situação, mas a gente vê que ela levou algumas pancadas no tórax. Provavelmente foi asfixiada, mas quem vai falar melhor é a polícia. Ela foi encontrada em um local de mata densa, cheio de arbustos, de difícil acesso. Ela foi coberta com um pano de cor azul, lençol e vestida”.

Após cometer o crime, de acordo com a polícia, o casal que estava junto há cerca de quatro meses seguiu a rotina. Enquanto Franciel teria saído para trabalhar, a companheira e mãe da menina, Ana Cristina, teria banhado e arrumado o corpo de Maria Esther, que permaneceu sem vida por cerca de 10 horas na residência, após ser morta a pauladas ainda na madrugada de terça-feira (20).

Entenda o caso

Na tarde desta terça-feira (20), o casal registrou um Boletim de Ocorrências, afirmando que Maria Esther teria sido raptado por um casal que estava em um carro preto, modelo Fox, enquanto a família estava passando de bicicleta pela Estrada dos Macacos, no bairro Pajuçara, entre os municípios de Pacatuba e Maracanaú.

Após os policiais ouvirem familiares e vizinhos e analisarem câmeras de monitoramento, Ana Cristina e Franciel se tornaram suspeitos. Nas imagens de câmeras por onde o casal passou de bicicleta, os agentes perceberam que a criança, carregada nos braços da mãe, estava imóvel. A suspeita de que a menina estava sendo carregada morta então surgiu.

Motivo

Para o delegado, o crime não foi premeditado, mas o casal não parecia ter interesse em criar a menina. “Não podemos garantir que houve uma premeditação. O que podemos dizer é que essa criança era rejeitada no âmbito familiar”.

O delegado disse, ainda, que Ana Cristina não queria desagradar seu atual companheiro com uma criança de outro relacionamento. Ela também estaria grávida de três meses. Além disso, Maria Esther era epiléptica e carecia de mais cuidado e atenção.

Após a investigação, o casal foi preso, autuado por homicídio qualificado e levado para a Delegacia de Capturas, em Fortaleza.


Via Tribuna do Ceará

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