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PF descobre ‘esconderijo de combustível’ para candidato do PT no Acre

Operação Democracia investiga supostos crimes eleitorais do presidente do Instituto de Terras do Acre, Nil Figueiredo, que perdeu eleição para deputado estadual no dia 7 e foi preso nesta sexta, 19

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 19, a Operação Democracia e prendeu o presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Glenilson Araújo Figueiredo, o Nil Figueiredo, e servidores do órgão. A investigação mira crimes eleitorais de compra de votos, transporte irregular de eleitores, uso ilegal de instalações públicas para fins eleitorais, peculato e associação criminosa.

Nil Figueiredo candidatou-se a deputado estadual pelo PT, nas eleições 2018, recebeu 2.161 votos ou 0,51% e não se elegeu. O último candidato a entrar na Assembleia Legislativa do Acre levou 8.253 votos ou 1,95%.

O Iteracre é o órgão responsável pela política fundiária no Acre. O delegado da PF Eduardo Maneta, chefe da delegacia de Defesa Institucional, que comandou a apuração, afirmou que o inquérito identificou desvios de recursos públicos no instituto durante a gestão de Nil Figueiredo – que havia deixado o Instituto para concorrer à Assembleia, mas voltou ao cargo após ter pedido a eleição.

O esquema, segundo a PF, tinha como objetivo conseguir apoio eleitoral para a campanha do diretor-presidente do Iteracre e envolvia o pagamento de diárias a servidores para custeio de viagens que não eram realizadas. A PF constatou que durante o atual período eleitoral diversas instalações públicas, inclusive uma escola, e vários veículos oficiais do Iteracre foram utilizados para beneficiar a campanha eleitoral do responsável pelo Instituto, que foi candidato a deputado estadual.

“Esse desvio de recursos públicos, que envolvia inclusive recursos públicos federais, foi um esquema em que ocorria pagamento indevido de diária a servidores públicos do Iteracre de maneira indevida, de maneira ilegal. Pagava-se diárias a esses servidores como se eles estivessem em viagens a missão do órgão quando, na verdade, não estavam. Isso foi feito em troca de apoio político para a candidatura a deputado estadual de Nil Figueiredo nas eleições de 2018”, afirmou.

“Aprofundamos as investigações e ao acompanhar esse esquema de desvio de recursos públicos constatamos diversos outros crimes, como utilização de dependências públicas e veículos oficiais, inclusive do Iteracre, para a campanha do candidato a deputado de Nil Figueiredo nas eleições 2018. O que configura crime eleitoral, previsto no artigo 346 do Código Eleitoral.”

A PF foi às ruas cumprir oito mandados de prisão, 22 de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva de testemunhas, expedidos pela Justiça Eleitoral do Acre. Cerca de 100 policiais federais participaram da operação.

Eduardo Maneta contou que a PF identificou que o esquema era formado ‘por diversos servidores públicos efetivos e ocupantes de cargo em comissão do Iteracre’. Segundo o delegado, o grupo desviava combustível do instituto para a campanha de Nil Figueiredo e abastecia ‘veículos particulares e outros’.

“Nós chegamos a identificar um esconderijo que ficava na casa da mãe de uma servidora pública do Iteracre em que existia um reservatório com capacidade aproximada de mil litros em que esse combustível desviado do órgão ficava armazenado e eram utilizados galões e mangueiras para fazer o abastecimento dos veículos de particulares que apoiavam a campanha do candidato Nil Figueiredo”, declarou.

“Constatamos que o gasto de combustível do Iteracre, somente no mês de setembro de 2018 até o dia 7, no primeiro turno das eleições deste ano, o gasto de combustível foi superior a todo gasto de combustível do órgão no ano de 2017. Comprovando os indícios que nós tínhamos de que o combustível estava sendo desviado para utilização na campanha.”

O delegado narrou ainda que ‘na véspera’ da eleições, Nil Figueiredo e seus cabos eleitorais ‘estavam comprando votos de eleitores’. De acordo com Eduardo Maneta, a PF também identificou ‘o crime de transporte ilegal de eleitores no próprio dia das eleições’.

“Diversos servidores públicos do Iteracre que era cabos eleitorais do Nil fizeram diversos transportes ilegais de eleitores com intuito de que essas pessoas votassem em Nil Figueiredo no primeiro turno”, contou.

A reportagem está tentando localizar a defesa de Nil Figueiredo. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO ACRE

NOTA OFICIAL

Ao tomar conhecimento da operação desencadeada pela Polícia Federal, no Instituto de Terra do Acre (Iteracre), o governador Tião Viana determinou pelo afastamento de todos os servidores envolvidos que ocupem função de confiança, até que a denúncia seja esclarecida, para evitar juízo de valor antecipado sobre quem quer que seja.

A Controladoria-Geral do Estado, pautada em sua função de realizar o controle interno do Governo, sempre orientou todos os órgãos a tratar seus processos com ética, transparência e lisura.

Ao longo de seus dois mandatos, o governador Tião Viana determinou tolerância zero em caso de corrupção, mas respeita a presunção de inocência até que se cumpra os ritos legais.

Leonildo Rosas
Porta-voz do Governo do Estado do Acre

Matéria do Estadão

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Professor estupra menino porque estava ‘triste’ com término de relação

Para fugir da prisão, o professor teria dormido alguns dias na rua

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Um professor de Belo Horizonte (MG) foi preso nesta quinta-feira (6/12) após confessar que estuprou um menino de 9 anos dentro de uma escola municipal da cidade. Segundo a polícia, Washington Laurent de Jesus disse, em depoimento na delegacia, que cometeu o crime porque estava se sentindo “triste após o fim de um relacionamento”.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o crime teria sido cometido após o fim de uma aula. O autor do estupro afirmou ainda que usou drogas antes de realizar o abuso. A denúncia foi feita no dia 30 de novembro e, desde então, a polícia procurava pelo acusado.

Para fugir da prisão, segundo o jornal O Tempo, o professor teria dormido alguns dias na rua. Depois, foi para a casa de um conhecido e ficou hospedado até esta quinta. A criança foi encaminha para a assistência social para receber apoio psicológico.

Matéria do Metrópoles

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Menina de 9 anos mata coleguinha de 10 ‘a mochiladas’ e puxões de cabelo

Duas adolescentes de 14 anos incitaram vítima a se defender em MS, diz polícia

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Dois golpes com uma mochila cheia de livros. Segundo a polícia, este foi o movimento feito por uma menina de 9 anos, contra a colega Gabriele Ximenes, de 10 anos, minutos após brigarem e uma ofender a mãe da outra. O caso ocorreu há 8 dias e a vítima morreu nessa quinta-feira (6), em Campo Grande. Duas adolescentes de 14 anos teriam incitado vítima a se defender.

“A menina de 9 anos e as adolescentes passaram a tarde na delegacia e foram ouvidas como testemunhas. A mais nova confirma que só ela agrediu com a mochila, sendo que as outras chegaram depois é só perguntavam se a vítima não ia se defender”, afirmou ao G1 a delegada Fernanda Félix, responsável pelas investigações.

No teor do depoimento, consta que as adolescentes informaram que “não encostaram um dedo sequer” na vítima e também não a conheciam anteriormente. “Elas dizem que nada fizeram, enquanto que a menina de 9 anos falou que as duas começaram a xingar a mãe da outra”, explicou Félix.

Durante esta semana, ainda de acordo com a delegada, a menina foi todos os dias na escola, com exceção dessa quinta (6). “A família não havia registrado ocorrência e a informação que temos é que ela não tinha nenhuma lesão aparente. Ela passou por unidades de saúde e hoje é que o médico da Santa Casa optou por fazer uma cirurgia”, comentou.

O procedimento foi realizado no lado direito do quadril da menina, em razão do diagnóstico de uma artrite séptica. “Ela sofreu quatro paradas cardíacas e também foi identificada uma infecção generalizada, hoje pela manhã. Eu acompanhei a necrópsia e a criança sofreu tromboembolismo pulmonar”, disse a delegada.

Nesta semana, a polícia também pretende ouvir funcionários da escola onde a menina estudava e também pedirá informações oficiais para unidades de saúde da cidade.

“Pretendo questionar o diretor se a menina passou mal algumas vezes na escola, em situações anteriores, inclusive chamando o Samu [Serviço de Atendimento Médico de Urgência] e encaminhando, possivelmente, ela para alguma unidade de saúde”, argumentou Félix.

O caso foi registrado como morte a esclarecer, na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij). A delegada explica que não foi imputado as três envolvidas nenhum ato infracional por conta da idade delas, o que não é penalmente não é possível. Nem aos pais.

O caso

Gabrielly Ximenes, de 10 anos, foi agredida na saída da escola no dia 29 de novembro. A discussão teria começado em sala de aula. A criança chegou a citar o nome desta colega para o pai.

Após alguns minutos, segundo a polícia, a menina teria chamado outras 2 garotas, de 14 anos, que também bateram na criança. O fato aconteceu a cerca de 100 metros do portão da escola estadual onde as meninas estudam.

Gabrielly foi levada para a Santa Casa pelo Samu, ficou em observação por 1 dia, e foi liberada. No dia 4 de novembro, ela disse para a família que sentia muitas dores, foi levada para unidades de saúde, dia 5 voltou para o hospital, passou por cirurgia e morreu.

Matéria do G1

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Gato é espancado por homem até a morte enquanto criança filma tudo; Assista

Após um cachorro ter sido morto em um supermercado de Osasco (SP), um novo registro de agressão a animais está causando polêmica na internet

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O caso aconteceu na Paraíba, na cidade de Itabaiana, agreste do estado. Embora não tenha data, o episódio de violência ganhou repercussão nesta quarta-feira (5) nas redes sociais após post de famosos e ONGs.

No vídeo, filmado por uma criança, um idoso conhecido como “Meu Santo” amarra o gato a um cabo de vassoura pelo pescoço e o joga diversas vezes no chão até a morte. É possível ouvir o barulho do corpo do bicho batendo forte contra o chão.

No fundo do vídeo é possível ouvir a criança que filma e outras pessoas dando risadas, chamando o homem de “matador de gato”.

Segundo Fabíola Rezende, presidente da ONG Anjos de Rua, a delegada responsável pela delegacia da região informou que não pode prender o homem. Ele deve pagar apenas uma multa.

Fabíola garante que acionará o Conselho Tutelar pois além do assassinato do gato, o idoso está induzindo a criança – que filma a cena – a fazer o mesmo no futuro.

Matéria da RedeTV

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