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“Todos os chefes de organizações criminosas serão presos”, afirma secretário André Costa

O secretário aproveitou para fazer um alerta aos pais para que observem o comportamento dos filhos a fim de evitar que se envolvam com o crime

O titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, afirmou que “todos os chefes de organizações criminosas serão presos”. A declaração foi dada durante apresentação do resultado da investigação que chegou à prisão de oito suspeitos de estar por trás da onda de ataques registrada no Ceará há quase 30 dias.

“Nós estamos caçando essas pessoas [chefes de organizações criminosas]. Nenhum deles ficará nas ruas e nenhuma deles deixará de ser responsabilizado. Nenhum escapará das mãos da Polícia Civil nas suas investigações e apoiado pelas demais forças da segurança pública”, ressaltou o titular da SSPDS na última sexta-feira (25).

O secretário aproveitou para fazer um alerta aos pais de crianças e adolescentes para que observem o comportamento dos filhos a fim de evitar que se envolvam com o crime.

“Temos que pedir aos pais e às mães de crianças e adolescentes que cuidem de seus filhos e filhas, porque nós temos visto um avanço no número de menores envolvidos em crimes. Esses menores vêm sendo cooptados pelo crime e é preciso que os pais estejam atentos. É importante que as famílias acompanhem seus filhos e procurem as delegacias de Polícia Civil. Nós vamos dar total atenção ao caso”, destacou.

Prisões

Três dos oito presos estão relacionados ao roubo de uma carga de explosivos, no último dia 20 de dezembro de 2018, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Até as 17 horas desta sexta-feira (25), 445 suspeitos haviam sido capturados pelas forças de segurança do Estado.

As prisões qualificadas ocorreram no decorrer dos dias 7 a 24 de janeiro deste ano, como resultado de diligências da Polícia Civil, por meio de levantamentos da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP) e da Unidade Tático Operacional (UTO). Os presos são apontados como executores ou mandantes dos atos criminosos.

Após a descoberta de cinco toneladas do material explosivo, por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em um imóvel no bairro Jangurussu, no dia 12 de janeiro, os policiais intensificaram as buscas e identificaram os envolvidos na ação criminosa. Na ocasião, seis pessoas foram presas. O restante do material foi encontrado quatro dias depois, em um apartamento, no bairro Granja Lisboa. Alguns suspeitos do crime seguem sendo procurados pela Polícia.

Foram presos:

Dia 7/1: Nayara Adeodato de Oliveira (24). Investigada cuja função era negociar os explosivos com um indivíduo conhecido por “Magão” e um segundo investigado, que está foragido. Ela foi indiciada por integrar organização criminosa;

Dia 8/1: Helindonberto Lima Alves (37), conhecido por “Magão”. Apontado como suspeito de explosivos para Nayara e outros dois suspeitos foragidos. Ele foi autuado por integrar organização criminosa, receptação, associação criminosa e posse de explosivos.

Dia 14/1: José Gil Ferreira da Silva (22), conhecido por “Tizil”. Ele participou do roubo da carga de explosivos, no dia 20 de dezembro de 2018. Além disso, o suspeito participou da negociação da venda da carga para Daniel Belmiro José Rodrigues (47), preso na CPPL1 e transferido para o presídio federal em Mossoró-RN. “Tizil” foi indiciado por integrar organização criminosa.

Dia 16/1: Milene Constantino dos Santos (20). Companheira de Daniel Belmiro José Rodrigues (47), preso na CPPL1 e transferido para o presídio federal em Mossoró-RN. Ela e AckleJarley Bezerra Ferreira (35) são responsáveis pelo transporte e guarda da carga de explosivos roubada. Autuada por receptação e associação criminosa. Possui antecedentes por posse de drogas e receptação.

Dia 16/1: Ackel Jarley Bezerra Ferreira (35), conhecido por “Pantera”. Ele e Milene Constantino dos Santos (20) eram responsáveis pelo transporte e guarda da carga de explosivos vendida para Daniel Belmiro José Rodrigues (47), transferido para o presidio federal em Mossoró-RN. Foi autuado por receptação e associação criminosa.

Dia 18/1: Thamires Cristina Gomes Barroso Gadelha (24), conhecida por “Thammy”. Ela participou de diversas ações criminosas, inclusive com explosivos. Ela foi presa após articular mortes de agentes de segurança pública, que não ocorreram ante a rápida intervenção dos policiais civis. Foi autuada por associação criminosa.

Dia 23/1: Delânia de Souza Barroso (27), conhecida por “Feiticeira”. Ela é uma das responsáveis por colocar artefatos explosivos no viaduto da BR 020, em Caucaia. Ela também orquestrava outros atos criminosos com explosivos. Foi indiciada por integrar organização criminosa. Possui antecedentes por tentativa de furto, tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo

Dia 24/1: Antônio Cristiano de Andrade Costa (24), conhecido por “Centenário”. Cristiano é apontado como responsável por arquitetar ações criminosas contra um posto de combustíveis no bairro Ancuri. Foi indiciado por associação criminosa. Possui antecedentes por roubo, corrupção de menor, tráfico e organização para o tráfico de drogas.

Foragido

Um outro suspeito de participar do roubo de explosivos está foragido. Trata-se de Welyson Nogueira Fernandes Gomes (21), conhecido por “Cueca” e sem antecedentes. O suspeito está com um mandado de prisão em aberto e é procurado pela Polícia. Welyson atuou diretamente na venda da carga ao detento Daniel Belmiro José Rodrigues (47), conhecido por “Negão”.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações dando informações sobre pessoas envolvidas em atos criminosos. As denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 da SSPDS ou pelo WhatsApp da Draco pelo número (85) 98969-0182, por onde podem ser enviados vídeos, áudios fotos e textos que auxiliem na captura de criminosos e na localização de materiais ilícitos. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.

Matéria do Tribuna do Ceará

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