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Policia

MC é encontrado morto na Praia, três dias após desaparecer na Praia de Iracema

Conforme a família, a vítima teria sido capturada por uma organização criminosa e colocado no porta-malas de um carro, pois estava em um “território rival”

Um jovem de 20 anos, desaparecido desde o último fim de semana foi encontrado morto, na manhã desta quarta-feira (24), na Praia da Leste-Oeste, em Fortaleza. O corpo é de Francisco Ytalo Oliveira de Queiroz, conhecido como MC Black, conforme a família.

Ao Diário do Nordeste, uma prima da vítima disse que, no domingo (21), ele pediu emprestado uma motocicleta da ex-cunhada e foi da Granja Portugal, onde morava, até a Praia de Iracema sacar dinheiro. Depois, iria tomar banho de mar.

No mesmo dia, a ex-cunhada rastreou a moto para saber onde o veículo estava e, assim, descobrir o paradeiro de Francisco Ytalo, que também era costureiro de jeans e entregador na pastelaria do primo.

“Até ontem (terça-feira, 23/11), nós estávamos com esperança. Hoje, nós já amanheceu com a notícia”, afirmou a prima.

Outra prima do jovem contou à reportagem que o corpo dele foi encontrado por surfistas que estavam na praia da Leste-Oeste.

A família o reconheceu devido a uma tatuagem, de cicatrizes e de um anel. Os parentes revelam ter identificado sinais de tortura no MC.

Segundo a família, ele teria sido capturado por integrantes de uma organização criminosa e colocado no porta-malas de um carro, pois estava em um “território rival”. Embora respondesse por roubo, garantem os parentes, ele não era membro de nenhuma facção.

O bairro onde o jovem morava é dominado por um grupo e o local onde ele foi visto pela última vez, por outro, segundo a família dele.

Também conforme os parentes, duas tias de Francisco Ytalo foram à Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) fazer o reconhecimento do corpo, que estava “com o rosto muito deformado”.

O jovem, de acordo com uma das primas, morava com a mãe, que é costureira, e ajudava com as despesas mensais da casa.

Em nota, Secretaria da Segurança Pública informou que a 12ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

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