Connect with us

Policia

Comunidade ameaçada por facção e disputa de território: por trás da Chacina da Sapiranga

Seis pessoas foram assassinadas na madrugada do Natal. A reportagem apurou que moradores da região foram proibidos de receber e efetuar ligações após os homicídios

Há dois dias moradores da Sapiranga presenciaram um confronto armado que deixou seis vítimas mortas e pelo menos outras cinco baleadas. A tragédia registrada no bairro, na madrugada do sábado (25) já era prevista por muitos, restava saber quem seriam as vítimas, os algozes e se os órgãos de Segurança Pública poderiam evitá-la. Em meio a uma disputa por território para tráfico de drogas protagonizada por homens que, até então, eram ‘parceiros de crime’, a chacina aconteceu.

A reportagem do Diário do Nordeste teve acesso a documentos que apontam um homem conhecido como ‘Etim’ membro de uma facção de origem carioca ordenou a matança. ‘Etim’ teria “rasgado a camisa”, como os faccionados denominam ato de traição ao grupo, e decidido tomar o território do Campo do Alecrim.

Ao lado de outro envolvido, identificado como Raí César Silva chegaram ao campo, conhecido também como Campo da Leda, em posse de armamento de grosso calibre, ameaçaram populares e seguraram aqueles que queriam assassinar.

O principal alvo da ação era Israel da Silva Andrade. Conforme testemunhas, ‘Rael’ foi morto porque dominava a região da Sapiranga e precisava ser retirado do caminho por aqueles que estavam prestes a aderir a ‘Massa’ e formar outro grupo conhecido como ‘Tropa da Fronteira’ para traficar drogas no território.

Consta nos documentos que o Diário do Nordeste obteve, a informação de testemunhas afirmando que ouviram os suspeitos dizer: “agora tu vai morrer, pilantra”. O bando armado começou a rondar becos atirando e ameaçando os moradores que não integrassem a nova facção teriam que deixar o bairro, sob pena de serem executados na noite do Natal.

Trending Posts