Padrasto mata menino de 7 anos; enfiou um cabo de vassoura na vítima

Com base em confissão e laudos, força-tarefa da PC revelou como foi a morte do menino de 7 anos. "Parece que ele já estava com um pau na mão", afirmou um dos suspeitos

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Próximo de uma conclusão, uma investigação da Delegacia de Homicídios de Goiânia apontou nesta 6ª feira (31), que Hian Alves de Oliveira e Reginaldo Lima Santos foram os autores do assassinato de Danilo de Souza Silva, menino de 7 anos encontrado morto no dia 27 de julho no Parque Santa Rita, na capital.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos são, respectivamente, colega e padrasto da vítima. O levantamento da força-tarefa destacada para o caso apurou que o padrasto do menino foi o mentor do crime, pois tinha “aversão” aos filhos da esposa que foram concebidos com outros companheiros.

Para convencer Hian a ajudá-lo, Reginaldo teria prometido uma moto como recompensa.

“Ele me ofereceu a moto. Eu ajudei a levar o Danilo para a mata e fui trabalhar. Eu subi e ele ficou com o menino lá, não sei o que ele fez [depois]”, afirmou o jovem em vídeo de confissão gravado pela PC.

“Parece que ele já estava com um pau na mão. Pegou e enfiou na b… dele”, relatou Hian. Por sua vez, Reginaldo não confessou o crime e disse ser vítima de uma “armação” ao ser levado à DIH.

Segundo os investigadores, a dupla teria pressionado o crânio do menino contra o lamaçal, pisando e empurrando a sua cabeça. Com um pedaço de madeira de cerca de 2 cm de diâmetro e 1 m de comprimento, Reginaldo teria, na sequência, perfurado a nádega da criança.

A região do ferimento, próxima ao ânus da criança, fez com que a perícia apontasse a possibilidade de abuso nos primeiros momentos da investigação.

Porém, a hipótese de violência sexual foi descartada. Danilo morreu por asfixia, apenas momentos depois, após a entrada de lama na sua boca e narinas.

De acordo com os delegados responsáveis pelo caso, Rilmo Braga e Ernane Cázer, a coincidência entre os fatos narrados por Hian e as evidências apontadas pelos laudos periciais foram determinantes para o pedido de prisão da dupla.

Detidos, eles responderão pelo crime de ocultação de cadáver em conexão com homicídio qualificado.

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