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Policial

Traficante teria ordenado a morte de empresária por ela chamar atenção da polícia para o local

A mulher teria acusado a vizinhança de roubar peças de carro. Segundo policial, a presença da PM desagradou um traficante

Tribuna do Ceará | Uma empresária de 51 anos foi morta em sítio, na Sabiaguaba, em Fortaleza. Eliana Aparecida Peres de Araújo teria sido assassinada por dois homens a mando de um traficante da área, por chamar atenção da polícia para o local. A mulher havia se desentendido com vizinhos e, por isso, os agentes de segurança estiveram no local algumas vezes. Ela foi morta com facadas e tiros de arma de fogo.

Segundo a polícia, a confusão com a vizinhança teve início após um carro queimado durante a madrugada da quarta-feira (25). A proprietária do sítio teria colocado o carro para fora da propriedade e o veículo foi saqueado. Ela acusou os vizinhos, que não se agradaram da situação. Uma vizinha e quatro pessoas que moram no local foram chamadas à delegacia.

“Ela foi agredida, literalmente, espancada, inclusive ela apresentou até vídeos na delegacia. E aí o delegado está apurando o caso. Quando foi hoje (quarta) pela manhã, ela ligou pedindo para dar um apoio a ela, dizendo que estava com medo de vir para o sítio. Segundo ela, estava sofrendo ameaças. Chegando ao local, ela ligou, avisei que estava em ocorrência e que em uns dez minutos chegava. Quando cheguei, ela estava acabando de morrer”, disse o Cabo Lopes, da Polícia Militar.

O agente de segurança relatou que ainda viu dois elementos correndo, mas não imaginou que eles seriam os responsáveis pela execução da empresária.

“São dois elementos aqui da área. E, segundo informe, já confirmaram que foram eles que praticaram o homicídio, a mando de um traficante da área”, relatou Lopes.

Era costume de Eliana Aparecida ir ao sítio para levar comida aos animais. Com baldes pesados, ela pedia ajuda a rapazes das proximidades para ajudar a carregá-los. Segundo o policial, os dois executores vieram com ela no carro, já com intenção de matá-la. A mulher foi executada no chiqueiro dos porcos. No carro da vítima, bolsas remexidas.

“Tudo indica que houve uma briga pela maneira que ela foi morta, deve ter havido. Ela tem tiros e facadas nas mãos, como se fosse um movimento de defesa…”, relatou o PM.

A intenção da vítima, que fazia trabalho de ressocialização, era transformar o lugar para trabalhos com a igreja. Ela foi encontrada com ferimentos de arma de fogo e faca na perna, no braço, peito, cabeça, por todo o corpo. A motivação ainda não é certa.

“Acredito, segundo informe, que foi porque ela atraiu a polícia para cá. Ela chamou a polícia devido ao problema do carro. E sabe como é… Traficante não gosta de ver polícia por perto, por isso ela foi morta”, disse o Cabo Lopes.

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