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Policial

Mandante da morte de Gegê do Mangue está no Paraguai

Fonte ouvida com exclusividade pelo Portal CNEWS garante que outros líderes devem ser mortos nos próximos dias

Dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram mortos há uma semana em uma execução em Aquiraz, que parece enredo de filme norte-americano. Dias depois, outro “cabeça” da organização criminosa, deixa Fortaleza e parte para São Paulo, onde foi preso. Ontem, após um “salve” [comunicado] avisar aos membros da facção sobre a determinação das mortes ocorridas no Ceará, o delator, Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, foi assassinado em São Paulo. Mas não acabou. Uma fonte da Polícia Civil aponta que um “derramamento de sangue” deve acontecer nos próximos dias.

Paraguai seria um dos lugares onde “Fuminho” pode ter se escondido. País é próximo a São Paulo, sede da facção.
A fonte escutada pela reportagem afirmou que uma outra morte já teria sido registrada. Porém, o corpo ainda não foi encontrado. A vítima seria André Oliveira Macedo, conhecido como “André do Rap”. Ele seria próximo a Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, que segundo um bilhete, ordenou as mortes de Gegê e Paca, no Ceará. Os crimes foram cometidos sob autorização de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, após a dupla utilizar o dinheiro da facção para adquirir bens pessoais. Uma das mansões compradas na Grande Fortaleza, estava estimada em R$ 2 milhões.

Gilberto Aparecido é procurado pelas autoridades. A Polícia ainda busca desvender muitos pontos sobre o crime que chamou a atenção do país. Entretanto, as buscas não acontecem somente no Ceará e em outros estados. Pistas apontam que “Fuminho” possa estar escondido em algum país vizinho, como o Paraguai, onde o PCC também atua.

Fuminho e Marcola

De acordo com as investigações, Gilberto e Camacho conviveram no Paraguai, na década de 1990. Fuminho ainda seria dono de uma fazenda na Bolívia, responsável por produzir cocaína. Ele teria testemunhado os desvios de dinheiro realizados por Gegê e Paca.

Mandados de prisão

No dia em que Gilberto foi morto, a Justiça do Ceará havia expedido mandados de prisão temporários contra seis pessoas. Entre elas, o delator. Os mandados se estendiam aos suspeitos: Francisco Cavalcante Cidro Filho, José Cavalcante Cidro, Samara Pinheiro de Carvalho, Magna Ene de Freitas e Felipe Ramos Morais, sendo este, o piloto do helicóptero que levou os dois para a reserva indígena em Aquiraz.

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