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Policial

Acusado de chacina do Benfica é ameaçado de morte

Douglas Matias foi o único suspeito preso pelos homicídios. Ele confessou participação nas mortes no Benfica

DN | Um dos homens acusados de participar da Chacina do Benfica, episódio registrado no dia 9 de março deste ano no qual sete pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas, está sob ameaça da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE). Douglas Matias da Silva, único a ser preso até agora pelos ataques, estaria correndo risco de morte por ter atribuído o crime ao grupo do qual faz parte.

No último dia 23, o advogado de defesa do preso ingressou com um pedido de urgência alegando que o acusado precisa ser mantido em isolamento numa unidade da Grande Fortaleza “por questão de sobrevivência”. A petição expõe que o crime repercutiu no Sistema Penitenciário. Na prisão, Douglas Matias da Silva, que se declarou integrante da GDE em depoimento à Polícia Civil, passou a ser conhecido como “X9” (delator). A reportagem apurou que o advogado do acusado alegou que a Lei de Execuções Penais prevê ao preso garantia da integridade física e moral. “Assim, o Estado tem dever legal pela segurança de cada detento”. A defesa argumentou que há “extremo risco” caso seja ele seja transferido para outra unidade prisional.

A reportagem obteve a informação de que, por meio de uma rede social, um homem teria dito que a morte de Matias é questão de tempo. “Pra vc (sic) ver que nos não brinca. Nos vai (sic) agir no momento certo”. A Justiça estadual ainda não se pronunciou a respeito da solicitação do advogado de Douglas Matias.

Oitiva

Também no dia 23 deste mês, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) solicitou ao juiz Luiz Bessa Neto, corregedor dos Presídios e Estabelecimentos Penitenciários da Comarca de Fortaleza que, mediante escolta, Douglas Matias fosse ouvido na sede da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante a manhã da última quinta-feira (26). O requerimento foi autorizado pelo magistrado.

O depoimento anterior do acusado, capturado no dia 11 de março de 2018, mostrou que Matias decidiu entrar para a GDE porque vinha sendo ameaçado por integrantes da facção rival Comando Vermelho (CV). Nas declarações, Douglas contou que a chacina teve a participação de dois outros homens, por ele identificados como Francisco Elisson e Stefferson Mateus.

Instantes antes dos homicídios, o suspeito disse estar em uma festa de aniversário no bairro Lagamar. Do local, ele teria saído para praticar as mortes com os comparsas. O carro foi apreendido no dia da prisão de Douglas. O acusado alegou que a arma utilizada para a chacina foi comprada em um grupo de WhatsApp da facção GDE.

Homicídios

As execuções aconteceram em três pontos próximos. Os primeiros a serem assassinados foram José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior, 33; Antônio Igor Moreira e Silva, 26; e Joaquim Vieira de Lucena Neto, de 21 anos. Eles estavam na Praça da Gentilândia.

Os homicídios tiveram sequência na Vila Demétrio e Rua Joaquim Magalhães. Nestes locais morreram Carlos Victor Meneses Barros, 23; Emilson Bandeira de Melo Júnior, 27; Adenilton da Silva Ferreira, 24; e Pedro Braga Barroso Neto, 22.

Douglas Matias confessou à Polícia Civil que junto a Stefferson Mateus e Francisco Elisson participou de quatro das sete mortes. Ele disse ter participado dos assassinatos de Carlos Victor, Adenilton Silva, Pedro Braga e Emilson Bandeira.

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