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Polícia invade velório de suspeito para desbloquear celular com digital do morto

Não há nada na lei que proteja pessoas mortas de investigações como essa

Olhar Digital | A polícia do estado da Flórida, nos Estados Unidos, tem sido alvo de críticas por conta de uma operação polêmica. Dois agentes invadiram o velório de um suspeito para tentar desbloquear seu celular usando a digital do indivíduo morto.

Tudo aconteceu no último fim de semana, segundo o jornal local Tampa Bay Times. Dois policiais apareceram na funerária onde o velório de Linus Phillip seria realizado. Ele foi morto por outro policial em março numa ação igualmente controversa.

Phillip foi abordado por agentes enquanto enchia o tanque do seu carro num posto de gasolina, supostamente por estar usando uma película ilegal nas janelas. Em seguida, um policial disse que sentiu “cheiro de maconha” e que Phillip tentou fugir.

Um agente disse que ficou com o braço preso no carro enquanto o suspeito tentava fugir e acabou atirando em legítima defesa. Nesta semana, outros dois policiais foram até o velório de Phillip para tentar desbloquear seu celular usando suas impressões digitais. A ação não deu certo.

O jornal não identificou o modelo do celular, mas, como explica o Gizmodo, se for um iPhone, somente a impressão digital não será suficiente para desbloqueá-lo se o celular estiver a mais de 48 horas travado, como parece ser o caso.

De acordo com a polícia, eles queriam acesso ao celular de Phillip para “ajudar na investigação” sobre a sua morte, e também num outro inquérito relacionado a tráfico de drogas no qual ele também seria suspeito de envolvimento. A sua viúva, Victoria Armstrong, disse que a família se sentiu “desrespeitada e violada”.

Embora autoridades precisem de um mandado judicial para vasculhar o celular de uma pessoa, segundo a legislação dos EUA, isso não se aplica a smartphones bloqueados com impressão digital. Isso porque a coleta de impressões digitais ou amostra de DNA não exige mandado judicial.

Além disso, não há nada na lei do estado da Flórida que proteja pessoas mortas de investigações como essa. Esta sequer é a primeira vez que policiais norte-americanos tentam usar os dedos de uma pessoa morta para desbloquear um celular numa investigação.

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