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Ceará

Perícia do Ceará divulga os nomes dos 14 mortos em chacina; confira

Oito das vítimas eram mulheres, incluindo duas adolescentes. Seis suspeitos de participarem do crime foram identificados

G1 | A Perícia Forense do Ceará divulgou, no fim da tarde deste domingo (28) os nomes das 14 pessoas assassinadas durante a chacina ocorrida no último sábado (27), em Fortaleza.

Oito mulheres e seis homens foram mortos pelo grupo armado que invadiu a danceteria “Forró do Gago” por volta de 1h30 (horário de Brasília). Dentre as vítimas estão duas adolescentes, sendo uma de 15 anos e a outra de 17 anos.

  1. Maíra Santos da Silva (15)
  2. Maria Tatiana da Costa Ferreira (17)
  3. Brenda Oliveira de Menezes (19)
  4. José Jefferson de Souza Ferreira (21)
  5. Raquel Martins Neves (22)
  6. Luana Ramos Silva (22)
  7. Wesley Brendo Santos Nascimento (24)
  8. Natanael Abreu da Silva (25)
  9. Antônio Gilson Ribeiro Xavier (31)
  10. Renata Nunes de Sousa (32)
  11. Mariza Mara Nascimento da Silva (37)
  12. Edneusa Pereira de Albuquerque (38)
  13. Raimundo da Cunha Dias (48)
  14. Antônio José Dias de Oliveira (55)

Investigações

O governo do Ceará anunciou que mais cinco suspeitos de participar da chacina de Cajazeiras já foram identificados. Três deles seriam os mandantes e outros dois diretamente envolvidos no massacre ocorrido na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza. O anúncio foi feito no início da tarde deste domingo (28) pelo governador Camilo Santana (PT), após reunião com representantes de diversas instituições como Polícia Federal, Ministério Publico, Defensoria Pública e Tribunal de Justiça.

“Nas próximas horas vamos anunciar quem são esses envolvidos. Logo que soube do ocorrido orientei aos órgãos de segurança uma apuração rigorosa para a identificação imediata dos responsáveis. Não aceitaremos de forma alguma que esse tipo barbárie fique impune”, disse.

Ainda no sábado a polícia prendeu uma pessoa suspeita de participar da chacina e apreendeu um fuzil. A polícia também apreendeu uma bomba de gás lacrimogêneo que estava no interior do clube onde ocorreu a chacina. O artefato explosivo foi desarmado e recolhido por uma equipe da Polícia Militar. A polícia não informou a quem pertencia a bomba.

Ações

Camilo Santana também anunciou diversas medidas de combate às facções que atuam no Ceará. Uma delas é um centro integrado – que funcionará no mesmo ambiente – para “que a gente possa ter mais agilidade no combate ao crime organizado. Vamos integrar todas as ‘inteligências’ dessas instituições para unificar as estratégias, a investigação e a punição dessas pessoas”.

O governador também informou sobre a criação de um grupo especializado de combate ao crime organizado no âmbito da Polícia Federal no Ceará, a fim de que sejam fortalecidas as investigações sobre tráfico de drogas, de armas e proteção de fronteiras, por exemplo. “Essa é uma responsabilidade constitucional do Governo Federal. Estou até pedindo uma audiência com o presidente da República para cobrar ações mais efetivas do Governo Federal contra o crime organizado”.

O projeto de criação desse grupo especializado já foi aprovado pela Direção-Geral da PF, em Brasília, segundo o superintendente da Polícia Federal no Ceará, Delano Cerqueira Bunn.

“Na semana passada fui a Brasília para buscar reforços na nossa estrutura a fim de que aumentássemos o nosso poder operacional. A proposta é atuar com estratégia, inteligência e integração com as forças de segurança pública estaduais e municipal”, disse.

Além disso, Camilo Santana anunciou a criação de uma Vara, no âmbito da Justiça, especializada no julgamentos dos casos relativos ao crime organizado.

“O presidente do Tribunal de Justiça [desembargador Francisco Gladyson Pontes] vai criar uma vara especializada para atuar no combate ao crime organizado. Isso significa que um colegiado vai poder tomar decisões de forma mais ágil em relação a esse tipo de crime”, disse.

A chacina dentro do clube de festa é considerada a maior do Ceará. Oito mulheres e seis homens foram assassinados por um grupo que invadiu a danceteria “Forró do Gago” por volta de 1h30 (horário de Brasília). Segundo um policial militar e moradores do bairro que conversaram com o G1, vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros.

Entre os 14 mortos, há um motorista de aplicativo, um vendedor de cachorro-quente e uma comerciante. Os corpos foram levados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e levados para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel). Os nomes das vítimas não foram divulgados pela polícia.

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, disse que as investigações ainda estão em andamento e negou especulações de que as mortes tenham relação com disputas entre facções. Segundo ele, a chacina foi “um caso pontual” e o “estado não perdeu o controle [do combate ao crime”.

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