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Mês de abril no Ceará é o mais chuvoso da década

No acumulado de fevereiro a abril, o volume de chuva observado no Estado é de 510,6 milímetros

O mês de abril já registrou 204,2 milímetros de chuva no estado do Ceará. O volume é o maior da década, superando a média histórica, de 188 milímetros. Os números são referentes até o último domingo (22), e ainda são parciais já que o mês ainda não terminou

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), no acumulado de fevereiro a abril, o volume de chuva observado no Estado é de 510,6 milímetros, 0,1% acima da média histórica para o trimestre de 510,1 milímetros.

Conforme o órgão, os registros dos últimos dias contribuíram para que as chuvas de abril ultrapassassem o observado março, quando as precipitações ficam abaixo da média.

Seca

Fortaleza, CE, Brasil, 03-08-2017: Moradores de Maracanaú comemoram a sangria do açude Maranguapinho na Região Metropolitana de Fortaleza. (Foto: Mateus Dantas / O Povo)

O mais recente mapa do Monitor de Secas do Nordeste aponta que o Ceará fechou março com seu território 25,48% sem seca relativa. Os

resultados foram elaborados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) em conjunto com outros institutos de meteorologia do Nordeste e coordenado pela Agência Nacional das Águas (ANA).

O dado ainda é considerado alarmante, pois 74,52% do Estado encontra-se com algum nível de seca relativa. Porém, quando comparado com a março de 2017, o cenário é melhor, pois o Estado não tinha área livre de seca naquela época. Além disso, o Ceará não possui área com o nível mais severo da estiagem.

De acordo com o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz, a redução se deu pelas chuvas registradas durante os dois primeiros meses da quadra chuvosa, ou seja, fevereiro e março.

“As precipitações, apesar de, no mês de março, terem ficado abaixo da média, foram responsáveis pela diminuição dos impactos da seca, principalmente na faixa litorânea e no noroeste do Ceará”, explica o meteorologista.

No comparativo com o mapa do Monitor de Secas de fevereiro, não houve mudanças significativas. Na parte norte do Estado onde, em algumas áreas, as precipitações foram regulares ao longo de março, os indicadores mostram uma redução de um nível de severidade da seca, além de um aumento na área sem seca. Já a parte centro-sul, as precipitações de março foram irregulares e os indicadores de curto e longo prazo não indicam mudança no cenário de forma geral.

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