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Policia

Moto que atropelou e matou jovem de 18 anos era conduzida por garoto de 12, em Hidrolândia

Um atropelamento deixou uma vítima fatal na noite deste sábado (04) na CE 257, na localidade de Pelada, zona rural de Hidrolândia

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A jovem Maria Thereza, 18, residente na referida localidade, estava acompanhada de seu pai, ambos a pé, quando ela acabou sendo colhida por uma moto e veio a óbito no local. O seu pai sofreu ferimentos leves. Já o condutor da moto, que foi identificado, também ficou ferido na colisão e teve fraturas na perna, tendo sido socorrido para o Hospital Municipal.

Equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal atenderam a ocorrência. O corpo da vítima foi removido para o núcleo da Perícia Forense, de Canindé.

Nos últimos meses, aquele trecho tem sido considerado um dos mais perigosos da rodovia, haja vista vários acidentes registrados.

A fatalidade ocorrida na noite deste sábado (04) na CE 257 em Hidrolândia, que além da grande comoção, provocou um choque na população com o seguinte agravante: a moto do acidente que atropelou a vitima, estava sendo dirigida por uma criança, de aproximadamente 12 anos, que mora naquela região onde aconteceu, conforme apurado pelo A Voz de Santa Quitéria.

Maria Tereza, 18, estava a pé acompanhada de seu pai, quando foi surpreendida e colhida pelo precoce motociclista e sendo arremessada a metros de distância, caindo já morta. O pai, que sofreu escoriações leves, assistiu a tudo e o pior, sem nada a poder fazer enquanto a filha tinha sua vida ceifada à margem da imprudência. A criança sofreu fraturas na perna e foi socorrido para o Hospital Municipal.

É fato que ambas as famílias sofrem neste momento, na busca de entender o porquê disso tudo. Entretanto, não deixa de se acentuar a irresponsabilidade de uma criança guiar um veículo, de maneira completamente irregular e pior, em uma rodovia estadual perigosa – de acidentes recentes -, o que se torna uma arma extremamente letal, conforme comprovado ontem. A pouca idade e a tamanha liberdade para pegar uma moto e sair andando, nos revela cada vez mais, a ausência de pulso dos pais em temas que se exige seriedade, como a lida com um trânsito cada vez mais caótico.

Num contexto geral, não é difícil observar nas vias públicas esses tipos de negligência, em que a confiança de uma falsa direção e aulas “práticas” são a habilitação para crianças e jovens saírem guiando até mesmo automóveis. O trauma é algo inexplicável, ainda mais para um ser em processo de formação psicológica, que se abalará por tempos e a sociedade não contribuirá para isso, se neste momento condenar e execrá-lo. Aprendizados são constantes, mesmo que se custe um alto preço.

Caberá às autoridades competentes, responsabilizar os pais conforme compete a lei. Às famílias, o triste episódio com Maria Tereza dá o alerta: a educação deve-se partir de casa e paralelo a isso, o tom firme de se impor limites. Não se trata de um ato afetuoso e de carinho ensinar a dirigir de cedo, mas sim de uma cumplicidade, transgredindo a lei e colocando a sociedade em seríssimo risco.

A Voz de Santa Quitéria

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