fbpx
Siga-nos nas redes sociais

Mundo

Mãe mata estuprador da filha e é perdoada pela justiça

Nokubonga Qampi, que vive em uma aldeia na África do Sul, foi acusada de homicídio, mas diante do clamor público o processo foi arquivado

Publicados

em

Nokubonga Qampi ficou conhecida como “mãe leoa” na África do Sul após matar um dos três homens que estupraram sua filha.

Ela foi acusada de homicídio, mas diante do clamor público o processo foi arquivado – e ela conseguiu concentrar seus esforços na recuperação da filha.

Era madrugada quando o telefone tocou, acordando Nokubonga.

A jovem do outro lado da linha estava a apenas 500 metros de distância – e avisou que Siphokazi, filha de Nokubonga, estava sendo violentada por três homens que todos conheciam bem.

A primeira reação de Nokubonga foi chamar a polícia, mas ninguém atendeu. Ela sabia, de qualquer forma, que levaria tempo até chegarem à sua aldeia, nas colinas da província de Cabo Oriental, na África do Sul.

Ela era, portanto, a única pessoa que poderia ajudar.

“Eu estava com medo, mas me obriguei a ir porque era minha filha”, afirmou.

“Eu ficava pensando que quando chegasse lá, ela poderia estar morta… Porque ela conhecia os agressores, e porque eles a conheciam e sabiam que ela os conhecia. Eles poderiam pensar que precisavam matá-la para não serem denunciados. “

Siphokazi tinha ido visitar amigos em um lote de quatro pequenas casas na mesma aldeia, mas acabou ficando sozinha e pegou no sono, quando seus amigos saíram por volta de 1h30. Foi então que três homens que estavam bebendo em uma das outras casas a atacaram.

A cabana em que Nokubonga vive tem dois cômodos – um quarto, onde ela estava dormindo, e uma cozinha, onde pegou uma faca.

“Peguei (a faca) para mim, para andar daqui até onde o incidente estava acontecendo, porque não é seguro”, diz ela.

“Estava escuro e eu tive que usar a lanterna do meu celular para iluminar o caminho.”

Ela ouviu os gritos da filha quando se aproximou da casa. Ao entrar no quarto, a luz do celular permitiu a ela ver a cena da filha sendo estuprada.

“Eu estava com medo… Fiquei parada perto da porta e perguntei o que estavam fazendo. Quando eles viram que era eu, vieram na minha direção, foi quando eu pensei que precisava me defender, foi uma reação automática”, conta Nokubonga.

Ela se recusa a entrar em detalhes sobre o que aconteceu em seguida.

O juiz Mbulelo Jolwana afirmou durante o julgamento dos agressores que o depoimento de Nokubonga mostrou que ela “ficou muito abalada” ao ver um dos homens estuprando sua filha, enquanto os outros dois estavam de pé com as calças arriadas até os tornozelos, aguardando sua vez de violentá-la de novo.

“Entendi que ela queria dizer que estava tomada pela raiva”, acrescentou.

Mas ao recontar a história agora, tudo o que Nokubonga admitiu foi medo – por ela e sua filha. O rosto dela revela apenas tristeza e dor.

Está claro, porém, que quando os homens partiram para cima de Nokubonga, ela reagiu usando a faca – e que, quando os esfaqueou, eles tentaram fugir. Um deles chegou a pular pela janela. Um dos suspeitos morreu e os outros dois ficaram gravemente feridos.

Nokubonga não permaneceu no local para saber a gravidade dos ferimentos. Ela levou a filha para a casa de um amigo nas proximidades.

Quando a polícia chegou, Nokubonga foi presa e levada para a delegacia local, onde foi mantida em uma cela.

“Eu ficava pensando na minha filha”, diz ela.

“Não tinha nenhuma informação [sobre ela]. Foi uma experiência traumática.”

Ao mesmo tempo, Siphokazi estava no hospital preocupada com a mãe, a imaginando atrás das grades e arrasada com a perspectiva de que passaria anos na prisão.

“Eu queria ficar no lugar dela na cadeia”, diz.

Ainda em estado de choque, ela lembrava pouco ou quase nada do ataque. O que ela sabe hoje ouviu da boca da mãe, que chegou ao hospital dois dias depois, após ter sido liberada sob fiança.

Daquele momento em diante, elas foram o apoio emocional uma da outra.

“Eu não fiz nenhum tipo de terapia, mas minha mãe pôde me ajudar”, diz Siphokazi.

“Estou me recuperando.”

Os esforços de Nokubonga estão concentrados em garantir que a vida delas continue como antes.

“Ainda sou a mãe, e ela ainda é a filha”, afirma.

Elas brincam que Siphokazi não pode se casar, porque Nokubonga não teria mais ninguém para cuidar.

Nos 18 meses desde que o ataque ocorreu, elas percorreram um árduo caminho.

Buhle Tonise, a advogada que representou Nokubonga, lembra que ambas pareciam descrentes quando as conheceu, uma semana após o ataque.

“A mãe estava transtornada”, revela.

“Quando você encontra pessoas que estão nesse nível de pobreza, você sabe que na maioria das vezes elas acham que a mãe vai para a cadeia porque ninguém vai ficar ao seu lado. O sistema de justiça é para quem tem dinheiro.”

Enquanto Buhle conversava com Nokubonga, Siphokazi observava em silêncio, como se tivesse perdido a voz após o ataque.

A advogada diz que estava confiante no argumento de que Nokubonga agiu em legítima defesa, mas temia não conseguir vencer o pessimismo avassalador da sua cliente.

O que nenhuma delas poderia prever era a ajuda que receberiam da imprensa, que acabou criando a lenda da “mãe leoa”.

É raro na África do Sul que um caso de estupro receba tanta atenção da mídia. Isso se deve em grande parte ao elevado número de estupros no país, estimado em cerca de 110 por dia – situação que o presidente, Cyril Ramaphosa, classificou recentemente como uma crise nacional.

A província de Cabo Oriental – a mais pobre do país, com uma taxa de desemprego de mais de 45% – tem um índice de estupro per capita mais alto. Em Lady Frere, a vila onde Nokubonga e Siphokazi vivem, foram registrados 74 estupros no ano de 2017/2018 – um número surpreendentemente alto considerando uma população de menos de 5 mil habitantes.

Mas entre os inúmeros casos terríveis de estupro na África do Sul, a história de Nokubonga e Siphokazi se destacou.

A imprensa relacionou rapidamente o ataque à história de uma mãe que protege a filha. Sem poder citar o nome de Nokubonga, para proteger o anonimato de Siphokazi, um jornal a chamou de “mãe leoa”, publicando o texto ao lado da foto de uma leoa e seus filhotes. O apelido pegou.

“A princípio, eu não gostei porque não conseguia entender”, diz Nokubonga.

“Mas no final entendi que significava que eu era uma heroína, porque quando você pensa em um leão, ele protegeria seus filhotes.”

A população reagiu criticando a decisão de acusar Nokubonga de homicídio e organizou uma campanha de arrecadação para ajudá-la a montar sua defesa.

Isso aumentou seu ânimo, mas ela só teve a real dimensão deste apoio durante sua primeira aparição no tribunal, um mês após o ataque.

“Eu estava com medo de ir ao tribunal, acordei e fiz uma oração”, diz ela.

Mas, ao chegar lá, descobriu que o tribunal estava repleto de pessoas que a apoiavam.

“Havia gente de toda a África do Sul. Eu agradeci àquelas pessoas, porque o fato de o tribunal estar cheio significava que elas me apoiavam. Elas realmente me deram esperança.”

Nokubonga foi então chamada para se apresentar diante do juiz.

“Me disseram que as acusações foram retiradas”, relembra.

“Eu fiquei lá parada, mas estava animada, estava feliz. Naquele momento, eu soube que o sistema judiciário era capaz de separar o certo do errado, que eles eram capazes de dizer que eu não tinha a intenção de tirar a vida de alguém.”

Buhle Tonise lembra o impacto que a decisão do juiz teve sobre Siphokazi também.

“Depois que o caso foi arquivado, ela ligou para a filha. Pela primeira vez, ouvi a filha rindo. Acho que foi quando ela [Siphokazi] também disse que queria ver os caras indo para a cadeia.”

Elas tiveram que esperar mais de um ano para isso acontecer, mas em dezembro de 2018 os outros dois suspeitos – Xolisa Siyeka, de 30 anos, e Mncedisi Vuba, de 25 anos -, membros do mesmo clã de Nokubonga e Siphokazi, foram condenados a 30 anos de prisão cada.

“Fiquei feliz”, diz Siphokazi, agora com 27 anos.

“Me senti mais segura, mas uma parte de mim dizia que eles mereciam prisão perpétua.”

Isso é o máximo de raiva que Siphokazi consegue demonstrar contra seus agressores.

Quando o caso foi encerrado, ela decidiu abrir mão do anonimato para encorajar outras vítimas de estupro.

“Eu diria a essas pessoas que há vida mesmo depois de um ataque como esse, que você ainda pode voltar para a sociedade. Você ainda pode viver sua vida”, afirma.

Nokubonga também demonstra uma surpreendente falta de raiva para alguém que foi comparada a uma leoa.

Na verdade, ela espera que os estupradores de sua filha consigam algo positivo no futuro.

“Espero que, quando terminarem de cumprir a pena, voltem transformados”, diz ela, “para contar esta história e ser um exemplo vivo”.

Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

‘Minha filha entrou na puberdade aos 2 anos e menstruou aos 4’, diz mãe

Uma mãe desabafou sobre a doença de sua filha que fez ela se desenvolver bem mais rápido do que as outras crianças

Publicados

em

A mãe Tam desabafou sobre a doença rara de sua filha que está fazendo com que ela se desenvolva bem mais rápido do que as outras pessoas. Ao nascer a pequena Emily Dover não apresentou nada de diferente, contudo logo na sua primeira semana de vida as coisas começaram a mudar.

Ela chorava muito mais do que seus outros irmãos, tinha muita dificuldade para dormir e parecia ter muita dor. Ela também passou a crescer rápido, muito rápido. “Com quatro meses ela tinha o tamanho de um bebê de um ano”, contou sua Tam Dover em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Aos dois anos de idade, a menina de New South Wales na Austrália passou a apresentar sintomas ainda mais incomuns. “Ela começou a ter um cheiro forte e seus peitinhos começaram a crescer, como de uma adolescente na puberdade”, relatou Tam. E a pequena estava de fato iniciando a puberdade.

Seus pais relataram os sintomas aos médicos e eles começaram a realizar uma série de exames. Enquanto os médicos tentavam achar uma resposta para o que estava ocorrendo com a criança, a família foi surpreendida mais uma vez quando ela tinha quatro anos.

Aos quatro anos de vida, a pequena Emily menstruou pela primeira vez. “Ela achou que havia feito cocô, não fazia ideia do que era aquilo. Nós tivemos que explicar para ela, ensiná-la a usar absorvente, foi muito difícil”, relatou Tam.

Apenas um ano depois, quando Emily já tinha cinco anos, os médicos descobriram qual era o problema da pequena. Emily é portadora da Doença de Addison, que afeta a produção hormonal. “Por isso ela se desenvolve mais rápido do que as outras crianças, hoje sua idade óssea já é de uma menina de 11 anos, sendo que ela tem apenas sete anos”, afirmou Tam.

Desde o diagnóstico, Emily está fazendo um tratamento com injeções de hormônios, mas mesmo assim, ela começou a apresentar sintomas de menopausa. Sua família iniciou uma campanha para arrecadar dinheiro para continuar com seu tratamento.

Tam relatou que sua pequena a questiona sobre por que ela é diferente das outras meninas de sua idade. “Ela sofre bullying na escolinha e tem consciência de que é diferente das outras crianças. Às vezes ela me pergunta por que seu peito é tão grande, eu explico que cada pessoa é de um jeito e que ela é especial do jeito que é”, concluiu Tam.

Continue lendo

Mundo

Mão fica deformada após uso de pasta de dente sobre queimadura

Um alerta para você que gosta de passa creme dental em queimaduras

Publicados

em

A inesgotável enciclopédia do Google apresenta uma série de “tratamentos alternativos” para queimaduras. Entre eles, está aplicar pasta de dente sobre a área queimada.

Você não deve fazer isso. Em hipótese alguma. O alerta foi dado pelo médico Kamarul Ariffin, da Malásia. Ele postou no Twitter uma imagem que mostra uma das mãos de uma paciente queimada com óleo fervente. A mulher aplicou exatamente pasta de dente sobre as bolhas. Resultado: a reação ao produto de higiene bucal fez a mão da paciente deformar, com bolhas enormes.

A própria Colgate – marca usada sobre a queimadura pela paciente – pediu que o creme dental não seja aplicado dessa forma, contou o “Daily Mirror”.

“Pasta de dente contém substâncias abrasivas e detergentes, ideais para limpar os dentes, mas não para passar em queimadura”, destacou.

Continue lendo

Mundo

Traficante é apanhado depois de carimbar o seu próprio nome em pacotes com drogas

Um traficante de drogas foi ridicularizado pela polícia por carimbar seu próprio nome em substâncias ilícitas

Publicados

em

Stephen Best, 30, foi pego por policiais em uma unidade em Worthing, no EUA, com drogas que tinham escrito a palavra ‘Best’. Uma quantidade substancial de resina de cannabis, cocaína e MDMA de cristal foi apreendida, mas Best conseguiu fugir do local em 13 de novembro do ano passado.

Mais tarde, entregou-se em 27 de novembro, levando até mesmo uma bolsa para a delegacia, “caso ele fosse mandado para a prisão”.

Mas quando policiais revistaram a bolsa, descobriram que ele havia tentado esconder a cannabis herbácea em uma tentativa de levá-la para a prisão.

Best, de Sompting, West Sussex, admitiu a posse de cannabis e quatro acusações de posse com a intenção de fornecer drogas.

Ele foi preso por três anos e meio e a Polícia de Sussex não resistiu a zombar de suas tentativas de lidar e contrabandear as substâncias ilegais.

Compartilhando uma foto do traficante de drogas, eles escreveram: “Este é Stephen. Stephen tinha uma unidade de armazenamento cheia de drogas. Stephen carimbou seu nome em suas drogas. Stephen era procurado e entregou-se à polícia. Stephen esperava ser preso e pegou uma bolsa. Stephen embalou drogas para levar para a prisão. Stephen não achou que procurássemos a bolsa dele. Não seja como Stephen e trate de drogas.”

O policial investigador Noel Simmonds disse que a investigação foi única por “várias razões”.

Ele disse: “A quantidade de drogas foi considerável e, embora não seja incomum para os traficantes de droga estabelecerem marcas de drogas, nunca vi alguém carimbar seu próprio nome nelas.

Também é muito raro que alguém marque a data, a hora e o local de sua prisão e ainda apareçam na posse de drogas ilegais.

“Esperamos que isso envie uma forte advertência para aqueles que lidam com a miséria em nossas ruas.”

Continue lendo

Mundo

Pai estupra sua filha de 8 meses antes de matá-la e jogar o corpo no lago perto de cemitério

O crime foi tão brutal deixo até a policia chocada

Publicados

em

Autoridades em Nova York dizem que um homem estuprou sua própria filha e a matou, descartando seu corpo em um cemitério no condado de Tioga no fim de semana.

De acordo com o New York Post, Cody Franciscovich, de 25 anos, foi preso no domingo por suspeita de crimes horríveis.

Os relatórios da polícia indicam que ele foi visto andando sem roupa perto de um motel, enquanto os policiais realizavam uma checagem de bem-estar em sua filha pequena, a pedido de sua mãe.

Ao se aproximar dele, os investigadores dizem que o suspeito nu levou-os ao corpo de Ruby Franciscovich, que estava flutuando de bruços em um lago perto do cemitério de St. Patrick. No momento em que a polícia a encontrou, eles dizem que ela tinha flutuado a cerca de 25 metros da terra.

A garota teria sido transportada para um hospital da região onde foi declarada morta. Os moradores organizaram uma vigília na noite de segunda-feira no cemitério perto do local onde seu corpo foi encontrado.

Uma queixa criminal determinou que Cody Franciscovich “cometeu e intencionalmente cometeu o crime de homicídio em primeiro grau quando no vôo imediatamente depois de cometer os crimes de estupro em primeiro grau e ato de sexo criminal em primeiro grau ele matou seus oito filha de um mês de idade.

Ele poderia passar o resto de sua vida atrás das grades se condenado e permanecer preso sem fiança a partir das últimas atualizações disponíveis.

Continue lendo

Mundo

Bebê contrai herpes e quase fica cego após comparecer a um batizado

Reagindo bem ao tratamento, o bebê terá que tomar remédios antivirais até 2020

Publicados

em

Um bebê de apenas quatro semanas contraiu herpes e quase ficou cego após ser beijado em um batizado. A mãe do bebê, Ashleigh White, disse que percebeu que o olho do bebê estava inchado, vermelho e lacrimejando e, ao levá-lo ao médico, descobriu que ele estava com HSV-1, tipo simples 1 da doença.

Para se recuperar, o bebê precisou passar dois meses e meio no hospital, localizado em Barnsley, na Inglaterra. Ele tomou antivirais por duas semanas e foi submetido a uma cirurgia de duas horas para combater o vírus.

Os médicos conseguiram identificar o HSV-1, que ainda estava na pálpebra do bebê, antes que chegasse à corrente sanguínea – do contrário, teria se espalhado para o cérebro e causado falência de órgãos, tornando-se fatal.

Ashleigh disse que seu filho pode ter contraído o vírus quando foi a um batizado. “Nós fomos a um batizado, onde amigos ficaram pegando ele no colo e beijando. Pode ter sido qualquer pessoa”, disse. “Só quero que as pessoas percebam os riscos e as consequências de beijar um bebê, especialmente um recém-nascido”, explicou em entrevista ao portal Daily Mail.

O bebê está com nove meses e se recupera de uma recaída em março. Atualmente, ele reage bem ao tratamento, mas terá que tomar remédios antivirais até 2020.

Via DOL

Continue lendo
Publicidade