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Brasil

Laudo sugere automutilação em caso de jovem marcada com suástica

A jovem teria acusado seguidores do candidato a presidência Jair Bolsonaro, de ter feito a suástica com uma lamina

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O Instituto Geral de Perícias (IGP) chegou à conclusão, nesta semana, do trabalho de apuração sobre as lesões em uma jovem de 19 anos, que teve seu corpo marcado com uma suástica por objeto cortante em Porto Alegre, no dia 8 de outubro. O laudo sugere que os traços podem ter sido provocados pela vítima. Aponta-se, também, que o ferimento pode ter sido provocado com consentimento ou colaboração dela, ou até mesmo de forma contrária, mas sem reação. As informações são do Zero Hora.

“Conclui-se que a figura produzida poderia ser mais facilmente produzida com o consentimento ou com a colaboração da própria periciada, ou, alternativamente, ao menos, com marcada incapacidade dela em reagir, ainda que involuntariamente, aos estímulos que seriam esperados diante de uma agressão”, aponta o laudo.

Processo de investigação

O IGP iniciou sua análise de forma que ficasse respondido se houve qualquer tipo de ofensa à integridade corporal da jovem, para saber qual tipo de instrumento havia sido usado, se houve alguma tentativa de asfixia ou ingestão de qualquer substância tóxica.

Após esse início de processo, a investigação passou a verificar as marcas no corpo, uma espécie de suástica no lado esquerdo e uma cruz no lado direito. À polícia, a vítima, que tem seu nome mantido em sigilo pela polícia, disse que havia descido de um ônibus e, então, abordada por três homens pelo fato de estar com adesivos de orientação política.

Conclusões

Os peritos afirmam que não houve consentimento da jovem para que se prosseguisse com exame de corpo delito na busca de mais evidências, com destaque para o fato de que não havia elementos suficientes para indicar embate corporal.

O laudo ainda confirma as lesões investigadas, mas afirma que são escoriações superficiais, sem profundidade, uniformes, contínuas e em região do corpo que sugere fácil acesso às mãos da própria vítima. Destaca-se ainda que os traços tiveram um padrão de paralelismo.

“Pode-se concluir que as lesões tenham sido produzidas cautelosamente, de modo a não causarem dano às camadas profundas da derme, provocando alterações que são apenas superficiais. Não seria esperado produzirem-se lesões como estas, com as características das que foram evidenciadas neste exame de corpo de delito, por um agressor que agisse de forma tempestuosa e demasiadamente rápida, como se esperaria que fosse o caso em situações de agressões furtivas e em ambientes adversos”, diz trecho do laudo.

Matéria do Yahoo Noticias 

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