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Policia

Famílias expulsas de casa por facções temem voltar para os imóveis e serem mortas

Ameaçadas por facções, famílias recebem prazo para deixar seus apartamentos e irem embora

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Famílias expulsas de seus lares por ordem de traficantes de drogas e chefes de facções se recusam a voltar para os imóveis mesmo coma recente decisão da Justiça de realizar a reintegração de posse. O medo de represálias dos criminosos domina estas famílias. A pergunta que fazem é: “Quem vai garantir nossas vidas e impedir de sofrermos uma vingança dos criminosos?”

A aflição dos moradores veio junto com a decisão da Justiça, que acatou o pedido dos Ministérios Públicos Estadual e Federal do Ceará e, liminarmente, determinou que seja realizada a reintegração de posse das famílias expulsas de seus imóveis no Residencial José Euclides Ferreira Gomes, no bairro Jangurussu (Zona Sul de Fortaleza). O residencial foi financiado pelo programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, através do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) em parceria com o governo do Estado do Ceará.

Nesta quarta-feira (24), o juiz de Direito, Jorge Luiz Girão Barreto, titular da Segunda Vara da Justiça Federal no Ceará, acatou os pedidos dos MPs e determinou de forma liminar (decisão judicial antecipada antes do julgamento do mérito da causa) a desocupação dos imóveis que foram invadidos no Jangurussu. Ele ressaltou na sua decisão que “a desocupação deve ocorrer sem causar danos a quaisquer de suas estruturas e equipamentos, tais como: portas, janelas, aparelhos sanitários etc, sob pena de responderem civil e criminalmente pelos danos”.

O gigantesco condomínio no bairro Jangurrus está dominado pelas facções criminosas

Força policial

No mesmo documento, o juiz determinou que o Governo do Estado e a Caixa Econômica Federal convoquem, imediatamente, os proprietários dos imóveis para que realizem a mudança.

O juiz determinou, ainda, que cópias dos mandados de reintegração de posse sejam enviadas à Superintendência da Polícia Federal e diretamente ao secretário da Segurança Pública e Defesa Social, delegado federal André Costa, para que disponibilizem “contingente policial suficiente para acompanhar o cumprimento dos mandados”.

Matéria do Jornalista Fernando Ribeiro

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Policia

Morte de traficante do CV faz Polícia entrar em alerta para o risco de nova chacina em Fortaleza

Câmeras captaram o momento em que o atirador persegue o traficante para matá-lo

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A morte de um traficante de drogas no bairro Bom Jardim, na tarde desta segunda-feira (12), desencadeou um clima de tensão e levou a Polícia a entrar em alerta máximo diante do risco de uma nova chacina na Capital e sua Região Metropolitana. O homem assassinado seria irmão de um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), em Fortaleza. Nas redes sociais, a facção emitiu um “salve geral” conclamando os bandidos do grupo para uma reação em cadeia, violenta e imediata.

Robério Santos Menezes, o “Escobar”, segundo a Polícia, seria traficante de drogas e comandava o movimento da venda de drogas no Conjunto Araturi, em Caucaia, na RMF. Na tarde de ontem, ele foi baleado e morto na Rua Três Corações, no bairro Granja Lisboa, no Grande Bom Jardim. Câmeras de residências e pontos comerciais gravaram o momento em que “Escobar” é perseguido e baleado por um homem que havia chegado ao local em uma motocicleta, usando capacete e uma mochila. Ele sacou uma pistola e executou o traficante do CV.

“Escobar” era irmão do também traficante de drogas Adriano Soares Menezes, o “Vô”, tido como um dos principais “conselheiros” do CV no Ceará e que, em 2015, foi transferido de Fortaleza para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. “Vô” possui, ao menos, 19 processos na Justiça por envolvimento com o tráfico. Ao ser preso no Ceará, seu irmão teria assumido o posto de comandar a venda de drogas e armas, de acordo com a Polícia.

“Escobar” também tinha uma longa ficha criminal. Seria parceiro do também traficante de drogas Antônio Lucivando Nunes da Silva, o “Vandin” ou “Lu”. Os dois passaram a ser investigados desde 2012 pela Delegacia de Narcóticos (Denarc), até que foram presos na comunidade Por do Sol, na CE-040, em Messejana, com cerca de 200 quilos de pasta base de cocaína. “Escobar” também era apontado como suspeito de assassinar um turista na Praia do Cumbuco, em Caucaia, em 2010.

Traição?

Ainda nas redes sociais, circulou a informação de que a morte de “Escobar” teria sido ordenada por outro traficante identificado como Francisco Gilaison Ferreira Diógenes. Ele teria traído a facção CV, matando “Escobar” para assumir o controle do tráfico de drogas em Caucaia já como integrante da organização criminosa rival, a Guardiões do Estado (GDE).

Logo após a notícia sobre a morte de “Escobar” se espalhar, o clima ficou tenso no Bom Jardim e no Conjunto Araturi. Nas redes sociais, o “Salve Geral” do CV deixou em alerta as autoridades. A informação era de que bandidos do CV do Bom Jardim estavam se armando e iriam atacar os inimigos no Araturi.

O policiamento foi reforçado nas ruas das duas comunidades, com várias patrulhas da PM.

Execuções

Na madrugada de hoje, dois jovens foram executados, a tiros, no Conjunto Metropolitano, o Picuí, em Caucaia. Os mortos foram identificados como Gabriel Wesley da Silva Costa, 15 anos; e Francisco Gabriel da Silva Pereira, 21.

A Polícia não sabe, ainda, se o duplo homicídio tem relação com a morte do traficante, como uma reação do CV.


Matéria do Jornalista Fernando Ribeiro

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Homem é morto na frente de casa um dia depois de tentar enforcar a mãe com lençol

A Polícia suspeita que traficantes mataram o homem de 25 anos, incomodados com a presença constante de PMs por causa das brigas familiares

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Um homem suspeito de maltratar os pais idosos foi assassinado em frente a sua casa, no bairro Papicu, em Fortaleza. Segundo informou a Polícia, no dia anterior, David Sales de Paula, de 25 anos, havia tentado enforcar a própria mãe enforcada com um lençol.

A polícia trabalha com duas suspeitas de motivação: dívida de droga ou criminosos que não gostavam da presença da polícia, que sempre ia ao local atender ocorrências de agressão envolvendo a família. O crime ocorreu no último sábado (10).

David estava sentado estava em frente à casa dele, quando um homem armado chegou para matá-lo. O rapaz ainda tentou fugir, mas foi alcançado e executado. O crime ocorreu na travessa Dr. Zamenhof, nas proximidades da Avenida Santos Dumont.

Os pais, cada um com 66 anos, sofriam constantes agressões do rapaz, que era usuário de drogas. Francisco de Assis Sales conta que o filho torturava os dois e, no dia anterior, havia tentado matar a própria mãe enforcada com um lençol.

“Não faltou oportunidade, não faltou. O histórico (de agressão) era grande. É tipo tortura. Sabe o tempo da ditadura? Era tortura. Não é só pegar e dar peia. Psicologicamente, era uma tortura. Eu estou tranquilo. Ontem, era para a mãe dele estar no lugar dele aí. Ele pegou um lençol, enrolou, arrodeou no pescoço da mãe e foi puxando, querendo enforcar ela. E eu tomei”, contou o pai da vítima.

O pai conta ainda que não quer saber quem tirou a vida do filho, mas lamenta a morte dele.

“Quem quer ver um pai e uma mulher ser maltratada pelo filho? Não quero saber quem foi, não vou atrás. O que eu quero é enterrar e viver a minha vida, como cidadão. É lamentável eu dizer isso como pai, tô sentindo assim. Ele não foi um bom filho. Foi a droga”, desabafa o pai.

A Polícia Militar e a Perícia Forense estiveram no local. A vítima, que tinha histórico de agressão, já vinha sofrendo ameaças.

“Ele já tinha histórico de agressão aos pais. Inclusive, numa ocorrência que atendemos, ele tinha mencionado que estava sendo ameaçado por certos indivíduos. Talvez esses indivíduos já tenham vindo com intenção de fazer isso com ele. Ou pode ser dívida de droga, ou exatamente por isso. Certas facções não querem polícia no local. E vinha muita polícia atender as ocorrências dele aqui”, disse o Sargento da PM.

Matéria do Tribuna do Ceará

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Torcedor do Fortaleza é morto a tiros durante comemoração de título do time

O homem foi executado com pelo menos três tiros, no Bairro Itaoca

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O torcedor Daniel Ferreira Damasceno, 24 anos, foi morto a tiros na Rua Galileu, no Bairro Itaoca, em Fortaleza, na noite do último sábado (10). O jovem assistiu ao jogo do Fortaleza em um bar e foi comemorar a vitória do time com os amigos. Durante a queima de fogos, dois homens armados se aproximaram e efetuaram disparos contra o torcedor.

O Fortaleza foi campeão Brasileiro da Série B no sábado por antecipação ao vencer o Avaí por 1 a 0, na Ressacada, em Santa Catarina.

Testemunhas informaram que a vítima percebeu a aproximação dos homens, tentou fugir em uma bicicleta, mas foi atingido por pelo menos três tiros e morreu próximo ao bar.

Familiares estiveram no local para reconhecer o corpo do jovem e, muito abalados, não conseguiram conversar com a equipe de reportagem. A família informou que o jovem não tinha antecedentes criminais.

Uma equipe da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) esteve no local para procurar indícios que possam ajudar na investigação do crime.

Pânico

Os moradores relataram que o bairro está muito inseguro e que, na última sexta-feira (9), outro homem foi executado na região. “O bairro não está seguro de jeito nenhum. É complicado. Ninguém pode falar nada. Dois dias seguidos de morte, quase no mesmo horário e quase no mesmo local. O Daniel era trabalhador,” informou um morador, que não quis se identificar.

Matéria do G1

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