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Delegado quer ouvir pais de alunos registrados em vídeo de agressão, assista

Adolescente de 17 anos é filmado enquanto agride o colega de 15, que apanha sem esboçar reação

O vídeo que mostra um aluno de 17 anos agredindo outro aluno de 15 em Satuba, Região Metropolitana de Maceió, virou caso de polícia depois que as imagens passaram a circular nas redes sociais desde a terça-feira (5). Os adolescentes que aparecem no vídeo são alunos da Escola Estadual Manoel Gentil e tanto o agressor quanto o que estava filmando já foram identificados e suspensos das aulas.

O pai do aluno agressor disse que a briga começou depois que os dois foram retirados da sala de aula por estarem trocando “cola” durante a aplicação de uma prova.

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No vídeo é possível observar que o aluno agressor dá tapas, socos e chutes contra o colega, que não esboça nenhuma reação. Ele tenta se afastar, mas continua sendo agredido.

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Mensagens afirmando que o adolescente agredido seria autista passaram a circular nas redes sociais. A mãe do menino, que não se identificou, gravou um áudio e pediu que ele fosse repassado em grupos de um aplicativo de troca de mensagens. “Meu filho não é especial. Ele é especial porque todos somos, mas ele não é autista. Ele é calmo. Ele tem essa bondade de não reagir, porque ele poderia apanhar mais do restante da turma que estava assistindo à cena. Graças a Deus não foi nada mais grave e não fomos na delegacia”, diz a mulher no áudio.

Ela afirma ainda que o filho reclamou de dores de cabeça, mas que não apresenta nenhum machucado grave. Afirmou também que nem ela e nem a sua família pretendem se vingar do adolescente agressor.

“Eu ia direto na delegacia, minha intenção era fazer um BO, mas não fiz em respeito ao pai dele, que me procurou e disse que iria pagar pelos exames e medicamentos que fossem necessários. Eu sou mãe e sei que o pai não tem culpa das atitudes do filho”, declarou a mulher.

O repórter Evandro Amorim, da TV Ponta Verde, emissora do Sistema Opinião, esteve com o pai do agressor nesta quinta-feira (7). Ele contou que quando recebeu o vídeo, ficou muito nervoso, e relatou que as famílias dos adolescentes têm uma relação e amizade e desde o acontecido que a vida virou de pernas para o ar. “Temo pelas ameaças sofridas. As redes sociais hoje são uma arma perigosa”, comentou.

O homem também aponta a direção da escola como responsável pela confusão, pois mandaram os adolescentes embora sem passar pela diretoria para conversar.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afirma que lamenta e repudia qualquer ato de violência. Leia na íntegra:

A Secretaria de Estado da Educação lamenta e repudia qualquer ato de violência seja no âmbito escolar ou civil. Sobre o vídeo que mostra agressões sofridas por um estudante de Satuba, informamos que os dois agressores já foram suspensos pela direção da escola onde estudam e suas famílias foram convocadas, assim como o Conselho Tutelar. O Conselho Escolar também vai se reunir para discutir o episódio e tomar as providências cabíveis.

Desde já, reforçamos que buscamos sempre fomentar a cultura de paz, tolerância e o protagonismo juvenil em nossas escolas.

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O delegado de Satuba, Manoel Wanderley, esteve na casa dos pais dos estudantes para pedir que comparecessem na delegacia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. O Conselho Tutelar da cidade também acompanha o caso.

 

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