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De dentro do presídio, presos gravam vídeo relatando medo de coronavírus; ‘estamos desesperados’

A solicitação dos presos é que possam ir para casa enfrentar a pandemia de coronavírus com suas famílias. O uso de celular é proibido na penitenciária

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Mceara 2020 03 30 17.50.18 01

O deputado distrital Reginaldo Sardinha utilizou suas redes sociais, na tarde desta segunda-feira (30) para divulgar um vídeo feito por presos do regime semi-aberto do Centro de Progressão Penitenciária do Distrito Federal (CPP/DF) que pedem que autoridades prestem atenção à situação dos presos durante a pandemia de coronavírus. As informações é do Jornal de Brasilia.

Todos encapuzados, um dos detentos toma a frente e fala em nome de todos. “Somos trabalhadores do semi-aberto que foi transformado em fechado, convivendo com mais de 500 em cada ala. Entre eles, presos com febre, tosse, oprimidos com uma situação que é desumana. Escorpiões, lixo e excesso de pessoas”, diz um deles.

A solicitação dos presos é que possam ir para casa enfrentar a pandemia de coronavírus com suas famílias. “Somos todos trabalhadores e possuímos endereço que pode ser localizado e fiscalizado. Pedimos que nos permitam enfrentar a situação junto às nossas famílias, pois é risco de vida”, continua.

“Estamos todos juntos, se um pegar corona, todos serão contaminados. Pedimos, em nome de nossa saúde, pedimos de forma pacífica para que compreendam o desespero que estamos passando”, explica. O detento afirma, ainda, que estão todos encapuzados para “não receber represália do sistema prisional”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado Reginaldo Sardinha disse ao Jornal de Brasília que está espantado com a gravação dos presos, já que eles não poderiam estar com nenhum aparelho que possibilitasse a gravação dentro das celas.

“Sobre o vídeo, gravado por presos dentro do CPP/DF, confesso que fiquei espantado, vendo à ousadia dos presos com acesso à celular e internet dentro do presídio. Quanto a decisão de soltá-los: quem cometeu o crime foram eles, não acho que seja justo à população pagar por isso. O sistema penitenciário precisa continuar com as medidas de prevenção”, disse o deputado.

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