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Cientista alemão afirma que coronavírus não passa por objetos

Hendrik Streeck, coordenador de um grupo de estudo sobre a covid-19, diz que vírus está morto quando é detectado em celulares ou maçanetas

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Mceara 2020 04 04 22.42.30 01

O virologista alemão Hendrik Streeck, coordenador de um grupo de estudos sobre a covid-19 no país, afirmou nesta semana que a transmissão do novo coronavírus não ocorre ao se tocar objetos infectados. As informações é do R7.

“Até agora, nenhuma transmissão do vírus em supermercados, restaurantes ou cabeleireiros foi comprovada”, explicou o virologista no programa de entrevistas Markus Lanz, do canal ZDF.

Segundo o especialista, diretor do Instituto de Virologia da Universidade de Bonn, os principais surtos foram resultado de encontros próximos com pessoas com o vírus, e por um longo período de tempo.

Streeck e uma equipe de alunos de Medicina montaram um estudo pioneiro na região de Heinsberg, considerado o epicentro do surto de corona na Alemanha, em uma tentativa de esclarecer como o coronavírus se espalha e como ele pode ser contido.

O estudo seguirá 1.000 pessoas infectadas. Elas serão entrevistadas para os cientistas descobrirem possíveis causas para a contaminação e para gerar recomendações de prevenção para toda a população alemã e européia.

Com 250.000 habitantes, Heinsberg contava, na quinta-feira (2), com 1.400 casos da covid-19 e 39 mortes.

Pesquisas e investigações iniciais em residências em Heinsberg já forneceram algumas indicações de como o vírus age.

Hendrik Streeck citou um experimento feito em uma residência alemã: “Estávamos em uma casa onde viviam muitas pessoas altamente infecciosas, e ainda assim não conseguimos detectar um vírus vivo em nenhuma superfície”.

O virologista disse que o coronavírus foi detectado quando se passou cotonetes em controles remotos, lavatórios, telefones celulares, banheiros e maçanetas, mas os vírus estavam mortos e não representavam qualquer perigo.

Ainda não é possível dizer quanto tempo o vírus pode permanecer na maçaneta da porta, porque não foram realizados estudos suficientes, diz o especialista.

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