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Bolsonaro decidirá sobre Renda Brasil nesta sexta, segundo ministro

O presidente deu prazo para apresentação de novo formato do Renda Brasil. Bolsonaro também irá deliberar sobre o auxílio emergencial no dia 28/08

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Bolsonaro decidirá sobre Renda Brasil nesta sexta, segundo ministro

O presidente Jair Bolsonaro suspendeu o Renda Brasil e pediu a Paulo Guedes, Ministro da Economia, que apresente nova proposta até esta sexta-feira (28). O novo programa social, que irá substituir o Bolsa Família, sugere o corte de benefícios sociais como o abono salarial e farmácia popular. No entanto, Bolsonaro não concorda com a recomendação.

“Está suspenso. Vamos voltar a conversar. A proposta, como a equipe econômica apareceu pra mim, não será enviada ao Parlamento”, afirmou o presidente, pedindo que Guedes refaça os cálculos e apresente outras fontes de receita para o financiamento do Renda Brasil. Também nesta sexta, será decidido sobre a ampliação do auxílio emergencial até dezembro com redução gradual do valor pago.

O objetivo é não furar o teto de gastos, mas, ainda sim, chegar a um número que atenda às necessidades da população. “Teremos uma reunião técnica na sexta-feira pela manhã com os técnicos de cada ministério e no final da tarde, com o presidente da República, teremos a oportunidade de definir qual a política que será apresentada ao Congresso”, afirmou Rogério Marinho, ministro de Desenvolvimento Regional, em entrevista à rádio Bandeirantes.

O que é o Renda Brasil

O Renda Brasil é um projeto do governo Bolsonaro para substituir o Bolsa Família, pagando um valor maior aos inscritos no programa e aumentar o número de atendidos. Dessa forma, trabalhadores informais e autônomos que não possuem renda suficiente para o sustento poderão receber o benefício.

Esse programa social ganhou força com a criação do auxílio emergencial durante a pandemia de coronavírus. Isso porque a nova proposta pretende abranger os beneficiários das parcelas de R$ 600 pagas enquanto valer o período de emergência.

Críticas ao Renda Brasil

Em reunião realizada com os ministros nesta terça-feira (25), quando o prazo para proposta do Renda Brasil foi decidido, Bolsonaro também vetou o fim do abono salarial, que seria o principal meio de financiamento do novo programa social. O benefício em questão é pago para cerca de 23,2 milhões de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.

O presidente também pediu que fosse estipulado um valor médio para o Renda Brasil, em torno de R$ 270. Sendo assim, acredita-se que o programa irá custar R$ 52 bilhões por ano ao governo, superando o Bolsa Família em R$ 22 bilhões. Criado pelo Partido dos Trabalhadores, o programa original paga em torno de R$ 180.

A ideia é que essa ajuda governamental suba de 14 milhões de famílias ajudadas para 20 milhões. No entanto, se não for encontrada outra forma de financiamento para adequar o projeto ao que o presidente quer, a mudança será praticamente apenas no nome e no logotipo. Para conseguir isso, a equipe econômica precisa encontrar outras despesas que possam ser reduzidas para aumentar o valor do novo programa sem ultrapassar o teto de gastos.

Isadora Tristão via Concursos no Brasil

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