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Agiotagem pode ter sido o motivo do assassinato de colombiano em Fortaleza na quinta-feira

Guilhermo Leon Valência González, 58 anos, foi assassinado, a tiros, na zona Leste da Capital

Agiotagem e acerto de contas. Esta é a linha de investigação que a Polícia segue para tentar esclarecer a morte de um colombiano em Fortaleza. O crime de morte ocorreu na manhã desta quinta-feira (8), na zona Leste da Capital cearense. Guilhermo Leon Valência Gonzalez, 58 anos, foi executado sumariamente com, pelo menos, oito tiros, quando estava em seu carro.

O crime aconteceu na Rua Leite Barbosa, no bairro Cais do Porto. Segundo apurou a Polícia Militar no local do crime, Guilhermo tinha ido ao local em busca de encontrar uma amiga, moradora daquela comunidade, e recebeu a informação dos vizinhos que ela havia viajado. Ao retornar ao veículo, ele foi assassinado.

Dentro do carro, a Polícia encontrou um pacote de dinheiro. A quantia não foi revelada, mas indica que o colombiano poderia estar envolvido com o crime de agiotagem. Em Fortaleza algumas cidades da Região Metropolitana, como Caucaia, há a presença de dezenas de colombianos emprestando dinheiro a juros.

A prática criminosa da agiotagem é feita pelos estrangeiros na Grande Fortaleza com cobranças diárias a pequenos e médios comerciantes. Até agora, nenhuma providência foi tomada pelas autoridades policiais estaduais e federais.

O colombiano foi executado, a tiros, dentro do carro, na Rua Leite Barbosa, no Cais do Porto

Mudava

O corpo de Guilhermo foi periciado no local do crime e, logo depois, removido pela equipe do rabecão da Perícia Forense do Ceará (Pefoce). Informações extras colhidas pela equipe de inspetores escrivães do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelam que o colombiano estava no Brasil há cerca de dois anos e mudava de endereço constantemente, transitando em hospedagens semanais em diversas pousadas e pequenos hotéis da Capital.

O crime deverá ser informado às autoridades colombianas pela Polícia do Ceará nas próximas horas, através da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) à embaixada colombiana, em Brasília, ou ao Consulado Geral, em São Paulo.

Matéria do Jornalista Fernando Ribeiro

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