Uma publicação feita no Facebook deixou vários internautas indignados e outros assustados com o ponto que chegou uma relação entre pai e filho. Em um caso registrado em 2014, um homem de 42 anos aparece assassinando o próprio pai, que tinha 64 anos em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O vídeo foi feito por um morado que ficou com medo de impedir o crime. Identificado como Joaquim Francisco de Souza, o criminoso foi preso em flagrante pela polícia da região.

O homem tentou suicídio após cometer o crime, ele sofre de esquizofrenia. Quando os agentes chegaram ele estava muito machucado e o pai já estava sem vida. Ele foi preso enquanto carregava a cabeça da vítima em uma das mãos. Na outra, ele segurava o facão para cometer o assassinato. Ele andava normalmente pela rua Conde de Porto Alegre. O criminoso foi encaminhado para a delegacia da região e alegou que o motivo do crime era ciúmes além da mal relação com o pai. O corpo foi encontrado em frente à Igreja Internacional da Graça de Deus, próximo ao local onde o suspeito foi detido. Ele apresentava ferimentos no tórax e vísceras expostas.

Naquele mesmo ano, o portal da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) publicou um artigo que detalha a forma de funcionamento da mente dos esquizofrênicos e por quais razões eles tendem a cometer esse tipo de crime hediondo. A chefe de Psiquiatria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, Fátima Vasconcelos explicou em entrevista algumas coisas que passam pela cabeça do doente para que a atitude seja tomada. De acordo com ela, crimes contra a própria família normalmente são pelo doente acreditar que matando aquele familiar, irá salvá-lo de algum sofrimento. É possível que haja arrependimento quando ele perceber o que fez, ao retornar à realidade, por isso alguns tentam suicídio.

Ela ainda contou que os doentes realmente “saem de si” quando cometem os crimes. A pessoa vive numa realidade diferente, onde acredita estar sendo perseguido ou precisa salvar alguém de alguma ameaça. O tratamento psiquiátrico e acompanhamento constante para evitar surtos e crises da doença são as formas de impedimento dos crimes. No momento de surto psicótico, o paciente não tem responsabilidade pelos seus atos, diz Fátima.

O tratamento para a esquizofrenia é feito com medicamentos antipsicóticos que reduzem e até acabam com os delírios e alucinações. A doença é crônica e começa normalmente na adolescência ou início da vida adulta. 70% dos pacientes tem surtos ao longo de vida que podem ser minimizados após o uso de medicamentos e acompanhamento profissional.

Via News365